Chapéu: a fita diz tudo

Reservado para assinantes
CRÔNICA DE JULIEN SCAVINI - Embora o preto seja dominante hoje em dia, ele nem sempre foi a norma.
Estamos todos acostumados com as fitas de gorgorão adornando chapéus . Na antiguidade, os gregos já gostavam de adornar os cabelos com plantas trançadas ou fitas para marcar uma vitória ou status social. Luís XIV também usava louros, numa época em que as fitas decorativas começavam a ser chamadas de "galantes".
No século XIX, os chapeleiros fixavam a posição da trança na base do solidéu: ela servia para camuflar a costura na entrada da cabeça. Uma dupla função muito inteligente! Por convenção, a borda era fechada com um nó plano. Sua orientação era codificada: na era dos mosqueteiros, era costume colocar as penas à esquerda para não atrapalhar os movimentos da espada dos destros.
Leia também: Chapéus de estivador, chapéus de feltro, bonés... Por que os homens nunca cobrem as orelhas?
Durante a Revolução, algumas pessoas usavam a cocar. Variações regionais também existiam: na Bretanha, o nó era tradicionalmente nas costas. Com o tempo, as formas e os volumes da fita se diversificaram. Durante o período entreguerras, em particular, a…
Este artigo é reservado para assinantes. Restam 24% para você descobrir.
lefigaro